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Jornal Eldorado - Eldorado - Edição: 30/03/2010 - 7h20
Volkswagen quer depender menos dos preços de energia
Publicado em: 11/06/2012 Gerar um RSS desta página para um leitor de notícias e feeds
O setor industrial é responsável pelo consumo de mais de 42% do total de energia gerada no mundo, segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE). E com fontes cada vez mais escassas, as empresas têm procurado alternativas para não se tornarem reféns da lei de oferta e procura. É o caso da Volkswagen, uma das maiores montadoras do mundo, que adotou há alguns anos, no Brasil, uma política que já vinha praticando em sua matriz, na Alemanha, a autogeração de energia. Aqui, essa energia é gerada através da chamada Pequena Central Hidroelétrica (PCH).

"Queríamos ter um custo conhecido dos contratos de energia para os próximos anos. Esse foi um dos motivos que nos levou a optar pela autogeração", afirmou à reportagem o gerente-executivo responsável pelo projeto das PCHs da Volkswagen do Brasil, Michael Lehmann. Ele destaca que uma matriz energética mais renovável, como a hidroelétrica, é um dos objetivos do mapa estratégico da empresa.

A montadora mantém, atualmente, dois projetos do gênero no Brasil. Um deles é a PCH Anhanguera, que possui potência instalada de 22,68 MW, o suficiente para abastecer uma cidade de 50 mil habitantes. Essa usina demandou um aporte de cerca de R$ 140 milhões. Já o mais recente anúncio da montadora, a PCH Monjolinho, com investimento orçado em R$ 160 milhões, será construída no rio Sapucaí, entre as cidades de Ipuã e Ituverava (SP), a cerca de 25 quilômetros da PCH Anhanguera. A capacidade de Monjolinho é de 25,5 MW.

De acordo com o gerente executivo da Volkswagen, as duas usinas juntas geram cerca de 40% do consumo total da montadora no País. Ele ressalta que na matriz da empresa, na Alemanha, os executivos acabaram de aprovar um investimento de 600 milhões de euros para ampliar a autogeração de energia para os processos produtivos da VW. "No Brasil, estamos analisando novas propostas para também aumentar a nossa capacidade de autogeração", diz Lehmann.

Fonte: DCI – Indústria – 11/06/2012 – Pág. A7 Enviar para um amigo CompartilharImprimir
 
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