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Setores beneficiados crescem, mas pouco | ![]() |
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Setores que já contam com incentivos à produção conseguiram se descolar da retração da indústria nos primeiros cinco meses do ano. Esse é o caso da linha branca e de móveis, que foram beneficiados com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) desde dezembro do ano passado e março deste ano, respectivamente. Tamanho esforço, contudo, tem efeito pontual na atividade e não se mostra sustentável, avaliam economistas. No setor de eletrodomésticos, por exemplo, houve uma migração do consumo para a linha branca, beneficiada em detrimento dos outros subsetores. No setor de móveis, a medida de incentivo válida até setembro reduziu a alíquota do IPI de 5% para zero. A produção física no ramo mobiliário cresceu 3,6% entre os meses de janeiro e maio, frente igual período de 2011 - desempenho bem melhor que a queda de 3,4% da produção industrial geral na mesma comparação. "As medidas do governo podem não ser suficientes para alavancar toda a indústria, mas estão ajudando os setores beneficiados", avalia Luís Otávio Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil. Sem a redução no IPI para artigos da linha branca e mobiliário, diz Leal, o recuo de 10% na produção de bens duráveis entre janeiro e maio, puxado pelo segmento automotivo, poderia ser ainda mais profundo. Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, os sucessivos pacotes de estímulos implementados pelo governo, além de não resolverem a questão de fundo da perda de competitividade industrial, terão impacto apenas momentâneo. A tendência, diz Vale, é de novas quedas na produção assim que as desonerações forem retiradas, já que o consumo de bens duráveis passa por desaceleração estrutural no país. |
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