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Jornal da Record News - 01.08.2011
Inflação desacelera em SP em junho e sobe 0,23%
Publicado em: 04/07/2012 Gerar um RSS desta página para um leitor de notícias e feeds


O resultado de 0,23% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de junho, divulgado ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), foi pressionado pela alta dos alimentos in natura. Em maio, a inflação havia registrado alta de 0,35%.

Em junho, os produtos in natura tiveram aumento médio de 5,10%, puxando o grupo Alimentação, que chegou a 1,03%. A alta na Alimentação foi compensada, de acordo com a Fipe, pela forte deflação no grupo dos Transportes, puxada pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos e pela baixa no preço do etanol.

Entre os seis itens que mais pressionaram positivamente o índice no período, quatro são alimentos. Em primeiro lugar na lista vem a alface, com alta de 19,92% no mês de junho. Sozinha, a alface representa 0,04 ponto do índice. Na sequência vem o tomate, com alta de 15,10%. Ainda figuram na mesma lista a batata (12,45%) e o mamão (17,92%).

Apesar da alta do IPC em junho, o economista ressalta que os itens que mais pressionaram por uma deflação são muito importantes e exerceram forte pressão negativa no índice geral. Nos dois primeiros postos da lista constam os automóveis novos e os automóveis usados, com quedas de 3,59% e 2,14%, respectivamente.

De acordo com Costa Lima, se a variação para os dois itens tivesse ficado em zero, o IPC geral de junho teria fechado em torno de 0,37%. "Agora completamos quatro semanas com redução cheia do IPI. Esse possivelmente é o pico. A tendência é de que o preço se estabilize por algum tempo se a resposta da demanda for suficiente para reduzir estoques", informa Costa Lima.

Fonte: O Estado de S. Paulo – Economia – 04/07/2012 – Pág. B4 Enviar para um amigo CompartilharImprimir
 
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