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Mercado altera expectativas para rumo da Selic em 2013 | ![]() |
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A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana acontecerá em um momento em que dados surpreendentemente fracos de atividade tornaram o mercado mais pessimista com a retomada do crescimento econômico, mas também garantiram alívio às projeções de inflação para este ano. Ainda assim, ninguém espera que o parcimonioso Copom altere o passo já - 29 dos 30 economistas ouvidos em levantamento feito pelo Valor Data esperam uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, para 8% ao ano. Também segue inalterada a estimativa da maioria de que haverá uma nova redução na reunião seguinte, entre 0,25 ponto e 0,5 ponto percentual. Mas já há mudanças de expectativas para o rumo da Selic em 2013. Embora a maioria ainda veja alta de juros no ano que vem, boa parte dos analistas revisou para baixo a projeção, a despeito das estimativas de inflação ainda estarem acima do centro da meta. Dos 26 entrevistados que participaram do levantamento para a reunião de maio, 15 reduziram a estimativa para o nível da Selic no fim de 2013. Agora, do grupo ouvido na pesquisa deste mês, ninguém vê a Selic retomar o nível de dois dígitos até o próximo ano. E apenas seis esperam uma taxa superior a 9%. O desempenho da indústria corrobora a continuidade da flexibilização da política monetária com parcimônia, ou seja, de redução da Selic em 0,5 ponto percentual. O cenário referencial do economista-chefe da PlannerProsper, Eduardo Velho, é de probabilidade de uma redução da Selic até 7,5% na reunião de agosto, mas ele pondera que a chance de a taxa cair a 7,25% subiu a 40% em função do prolongamento da crise internacional e números ainda fracos da atividade econômica interna. "A projeção de crescimento de 2,5% feita pelo BC apenas ratifica que o Brasil mantém taxa de expansão abaixo do potencial, reduzindo as pressões inflacionárias. Nessa mesma linha, o grau de utilização da capacidade instalada estaria se estabilizando em patamar inferior à sua tendência de longo prazo, da mesma forma que reduziram os riscos de pressão de custos sobre os preços referente ao descompasso no mercado de trabalho e aos mecanismos de indexação salarial", explica Velho. |
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