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Crédito e demanda seguram avanço da economia paulista | ![]() |
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A queda na concessão de crédito por parte dos bancos, assim como a redução na procura, foram os principais fatores que seguraram o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de São Paulo do primeiro trimestre de 2012, que teve alta de 0,6% ante o trimestre anterior, segundo a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) divulgou ontem. "Os serviços puxaram um pouco o resultado de São Paulo para baixo porque é um grupo significativo. A contribuição negativa das instituições financeiras se deu por conta da cautela em relação ao crédito", disse o chefe da Divisão de Estudos Econômicos da Seade, Vagner Bessa, ao destacar que Serviços cresceu 0,3% na mesma base de comparação, puxado pela alta no comércio (3,3%) e nos transportes (3,0%). Segundo a Seade, o setor de Serviços tem peso de 69,3% no resultado do PIB paulista, sendo que o setor financeiro faz parte do subgrupo "Demais Serviços" que representa 35,2% do grupo Serviços. Na comparação do primeiro trimestre com o anterior, o subgrupo "Demais Serviços" registrou queda de 0,3%. De acordo com Bessa, a continuidade da queda da taxa básica de juro (Selic) pode ter um impacto positivo na economia no segundo semestre. Mas ele pondera que é necessário analisar o cenário internacional, que tem muita importância na economia paulista. "A gente tem uma pauta aqui diferente da brasileira. Produtos industrializados em São Paulo dependem dos países desenvolvidos e o ritmo de crescimento desses países é muito importante", disse Bessa, referindo-se às exportações paulistas. |
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